O pinheiro de Natal e a resiliência.                                                                                 Texto de Mônica Xavier

Quando bem pequena, na véspera de um dos muitos belos natais da minha vida, aprendi porque usamos o pinheiro para enfeitar a casa.
Minha avó, de origem alemã, sempre fez questão que o pinheirinho de sua casa fosse natural e, com carinho, lembro dela fazendo os enfeites da árvore, um a um, com antecedência.
Lembro das árvores da casa da vó Maria como as mais belas árvores de Natal da minha vida. Um dos anos, ela enfeitou a árvore inteira com docinhos de marzipã feitos e coloridos por ela.


Minha avó me ensinou muitas coisas, duas delas as mais importantes da minha vida.

Ela me ensinou que Deus cuidava de mim.

E ela me ensinou que todas as dificuldades pelas quais passamos são motivos de honra. Não para nós, para o Pai do céu.

Ela também me ensinou que o pinheiro é o símbolo do Natal porque é uma árvore que passa por todas as dificuldades que as mudanças climáticas trazem com elas e continua sempre verde. Aguenta ventos fortes e não se quebra. Passa pela chuva, pelo frio e, em alguns países, enfrenta a neve com bravura. E sempre cresce em direção ao céu. 


Assim somos nós.

Há dias bons e dias muito bons na nossa vida.

Mas, há também dias difíceis, dias muito difíceis e dias em que achamos que não daremos conta.

Dias de sol e dias de chuva, dias de frio e dias de calor.

E, resilientemente, passamos por todos eles.

Dobramo-nos mas, nunca quebramos.

Só conseguimos crescer quando olhamos para o céu e, como o salmista dizemos baixinho aos nossos corações que o socorro vem do Eterno, o criador dos céus e da terra.

E como o pinheiro é maravilhosamente enfeitado na época do Natal, assim também a nossa vida vai se enfeitando, transmitindo vida, esperança, beleza e doçura àqueles que estão a nossa volta.