Mães só precisam ser mães

Você já parou para se colocar no lugar da mãe de uma pessoa com deficiência?
Já se imaginou vivendo a rotina que ela vive?
Ela está sempre insegura em relação ao tratamento do seu filho, sempre imaginando que poderia fazer mais e melhor. Sempre em busca de conhecimento, o pouco tempo que tem é usado em pesquisas de todo o tipo: o tratamento mais moderno de fisioterapia, a última pesquisa médica da revista Lancet, o mais novo método de fonoaudiologia e por aí vai. Não satisfeita, matricula-se em cursos de pós graduação específicos para médicos e equipes de saúde complementar e participa de congressos que não foram planejados para elas.
As mães de crianças com deficiência são as fisioterapeutas de seus filhos: aprendem todos os exercícios e os repete em casa, incansavelmente.
Os exercícios de fono, então! O desejo de ver a língua dentro da boca supera qualquer forma de cansaço.
Ninguém conhece mais a lei Brasileira de Inclusão do que a mãe de uma criança com deficiência! Ela é Phd em direito nesse quesito. É capaz de escrever um parecer melhor do que qualquer juiz. Não há professor da São Francisco que saiba mais do que ela.
A mãe de uma pessoa com deficiência é expert em educação. Poderia ser professora titular em qualquer faculdade de educação Brasil afora.

É...
Essa é a vida da mãe de uma pessoa com deficiência.
Ela é tudo.
Só não lhe dão o simples direito de ser mãe.
Simples assim!